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Como começamos
Espaço de aula da escola antes de um encontro

Tudo começou com a observação de reuniões em empresas de médio porte. Uma constatação incômoda se repetia: o encontro terminava em clima bom, e a decisão tomada não durava trinta dias.

Em conversas individuais feitas depois, as objeções apareciam, e todas existiam desde o primeiro dia. Ninguém mentiu; só que dizê-las, naquela hora, tinha um preço alto.

Dessa constatação nasceu o programa: em vez de exigir bravura das pessoas ou uma nova cultura da empresa, criamos mecanismos que tornam barato objetar no momento certo.

A formação é curta por decisão nossa. Quem conduz precisa lembrar dos seis mecanismos no meio da reunião, sem abrir apostila, e seis é um número que cabe na memória.

    Mecanismo em vez de sermão

    Pedir abertura a críticas não altera reunião alguma. Escalar um contraditor altera.

    Rodada inicial anônima

    No começo, as objeções são lidas sem nome. Da segunda rodada em diante, o anonimato raramente faz falta.

    Rotação sem exceção

    Fixo, o contraditor vira o chato oficial do grupo; por isso a função sempre roda.

    Nada se perde

    Cada objeção rejeitada é arquivada junto com a razão, e dá para retomá-la sem reabrir o debate inteiro.

Nossa tese

Quando o acordo sai fácil, alguém ficou calado

Discordar em voz alta custa caro no momento e sai de graça mais tarde, quando o projeto já afundou. Por isso as pessoas se calam, e não por falta de opinião. O programa muda essa conta.

  • Primeiro, sem nomes: as objeções iniciais são lidas sem que se saiba quem as escreveu.
  • Papel, não bravura: criticar a proposta é só a função que coube a alguém.
  • Perguntas abertas: no lugar de «alguém discorda?», usamos perguntas que pedem argumento.
Quem já passou por aqui

Participantes contam o que mudou

Laura C.O projeto emperrou no ponto exato que uma objeção recusada tinha previsto. Como estava registrada, sabíamos o que fazer. gestora de RH
Antônio F.Eu confundia silêncio com concordância e pagava com duas semanas de retrabalho. Hoje percebo quem saiu da conversa. supervisor de produção
Renata L.Anotar a crítica antes do debate incomoda no começo; na terceira reunião, ninguém estranha mais. gerente de projetos comunitários

Marque uma sessão experimental para o seu time

Uma sessão inteira sobre um único mecanismo, aplicada às reuniões reais do seu time. Depois dela fica fácil saber se o programa cabe aí.